Museu Oceanográfico de Mônaco - Entrevista com Jean M. Jaubert

Leo Carvalho

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#81
Eu usei filtro de alga por um bom tempo em meus sistema com muito sucesso, alias desativei momentaneamente por questão de reformas no reef rs, teoricamente o problema das algas é o fator inibição de crescimento dos corais, porem no meu caso, eu não percebi isso, os corais crescem normalmente.
 

Jose Mayo

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#82
Estou meio surpreso como este tópico evoluiu... e também um pouco surpreso com algumas opiniões que contradizem tudo o que se lê e se vê por aí em termos de ATS, de refúgios de algas, de controle natural de nutrientes, e por aí vai.

No que se difere, em essência, um ATS de um refúgio com macro-algas ao estilo daquele usando Miracle Mud? Ou por outro lado, o que estes dispositivos tem em comum? Eles concentram uma cultura de algas em um lugar só, longe de peixes algueiros e com condições favoráveis de circulação, oxigenação e iluminação, que promovem o crescimento acelerado de algas e assim permitem a exportação periódica de nutrientes através da poda. Em alguns casos, isto também favorece o fornecimento de alguns alimentos vivos aos animais do display. Não vejo como isso pode ser prejudicial ao aquário de corais.

Se li corretamente as opiniões do Ledo e do Mayo, eles são contrários ao uso de ATS e de refúgios com algas, é isso?
Na verdade não, Walmyr. Desta vez me referia, e creio que o Ledo também, à hipótese de um "plantado marinho" (levantada pelo Henrique Almeida), em que também houvesse corais; um "reef plantado", por assim dizer.

O Ledo até trouxe uma foto do "plantado marinho" do Fernando Guimarães, que havia postado essa experiência lá no IPAq. Mas não sei (sabemos) se manteve o projeto ou não... as condições do ambiente para bem criar corais (SPS ou LPS) e bem criar algas, são incompatíveis, com o atual nível de recursos e conhecimento que dispomos, ou ao menos penso assim.

Refúgios e ATS podem ser mantidos com sucesso e muitas vezes ajudam no controle dos nutrientes, mas ainda que muitas vezes ajudem não são isentos de riscos para um reef; há possibilidade sim, de prejuízos aos corais, pela produção de fenóis, ácidos húmicos e aleloquímicos.
 

Jose Mayo

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#84
Mas o carvão ativado não retira tais coisas?
Até retira, mas não "todas"... Se retirasse, o ATS, por exemplo, não faria nenhum efeito no display; luz e nutrientes também tem ali, pelo menos tanto quanto na água do sump e do ATS... Porquê não continuam crescendo então, as algas do display? Raiva? Sorte? Aleloquímicos?
 

Henrique Almeida

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#85
Eu não levantei a hipótese de um "plantado marinho".
Apenas quis dizer que não possuímos conhecimento para tocar certas algas com eficiência por não saber como podar e todas as outras questões.

Comentei isso após ter sido discutida a dificuldade de se manter determinadas algas no refúgio.
Aí tentei apenas fazer uma comparação com o que adquirimos de conhecimento no aquarismo plantado.
Mas acho que não deu muito certo rs.
 

Walmyr Buzatto

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#87
Até retira, mas não "todas"... Se retirasse, o ATS, por exemplo, não faria nenhum efeito no display; luz e nutrientes também tem ali, pelo menos tanto quanto na água do sump e do ATS... Porquê não continuam crescendo então, as algas do display? Raiva? Sorte? Aleloquímicos?
A explicação que eu conheço para o funcionamento dos ATS era que só ali se encontram todas as condições ideais para o crescimento das algas: luz, oxigenação em abundância e nutrientes, além de um bom substrato para fixação delas. Em outros lugares no display estas tres condições não seriam ideais. Raiva e sorte eu descarto, e os aleloquímicos seriam um impedimento para outras espécies, mas não para as mesmas algas que crescem no ATS (que não são de uma única espécie).
 
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Jose Mayo

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#88
A explicação que eu conheço para o funcionamento dos ATS era que só ali se encontram todas as condições ideais para o crescimento das algas: luz, oxigenação em abundância e nutrientes, além de um bom substrato para fixação delas. Em outros lugares no display estas tres condições não seriam ideais. Raiva e sorte eu descarto, e os aleloquímicos seriam um impedimento para outras espécies, mas não para as mesmas algas que crescem no ATS (que não são de uma única espécie).
Walmyr, quando são algas da mesma espécie, no ATS e no display, a eficácia do ATS é bem menor e vai ter que ser somada a um excelente controle de nutrientes e, mesmo assim, conforme que espécie de algas, é possível que nem com ATS e controle de nutrientes se tenha sucesso; Bryopsis sp., para dar um exemplo. Já com espécies antagônicas o controle costuma ser mais fácil.
 

Walmyr Buzatto

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#89
Você consegue montar um ATS com uma única espécie de alga? Aliás, você tem algum controle de que algas crescem no ATS? Um refúgio de algas, no qual se planta determinado tipo de caulerpa, ou com chaetomorpha, por exemplo, até dá pra se imaginar com uma única espécie. Um ATS, pelo que sei, vai ser povoado por diversas espécies; o povoamento do ATS simplesmente acontece, não é?
 

Jose Mayo

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#90
Não, não consigo, nem eu nem ninguém, mas depois de um certo tempo de operação, até por causa dessa mesma "guerra química", no próprio ATS, algumas espécies costumam predominar sobre as outras e se tornam "quase exclusivas" no ATS; Veja o ATS do @Wander Silva , por exemplo, é quase que exclusivamente de Derbésia sp., inclusive com muito pouca cianobactéria de permeio.

E sim, nesse sentido, sou muito mais favorável ao "refúgio" de Chaetomorphas que ao ATS, mas o ATS é de instalação e manejo muito mais simples (pelo menos o modelo "comum").
 
#91
Muito legal o sistema do Julian como um todo. Legal as algas dele.
Legal ele ter uma porção de peixes maneiros como alguns anjos num aquário com tantos corais e gorgônias.
Mas legal ainda ter gorgônia.
A diversidade de vida que ele possui é fantástica.
Agora, ele deve ter um nitrato meio altinho hein....
Por que os SPS estavam com cores bem desbotadas, ou parecidas com a que se encontra na natureza.

Ou minha impressão esta equivocada?
 

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